Sob a imponente moldura da Serra da Moeda e seu Forte, a cidade de Brumadinho deve contar com mais uma grande atração aos turistas em breve, com a restauração e reabertura ao público de uma preciosidade tombada do patrimônio mineiro. Na útlima quarta-feira (15/02), representantes do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (Iepha/MG), Ministério Público Estadual (MPE) e da Prefeitura se reuniram com os proprietários da Fazenda dos Martins – bem tombado pelo Estado desde 1977 – para a assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC).
O documento garantirá a execução de um projeto de restauração arquitetônica e estrutural pelo Iepha, para que uma das construções rurais mais antigas do estado – e cuja história está fortemente ligada à escravidão e aos quilombos mineiros – possa abrigar o Centro de Referência da Cultura Negra. Para isso, o TAC garante um investimento de cerca de R$ 810 mil para recuperação da fazenda; recursos provenientes de acordos firmados pelo MPE com empresas de mineração que atuam na região, como forma de compensação por danos ambientais causados.
De acordo com o diretor de Conservação e Restauração do Iepha, Renato César de Souza, desde 2008 o instituto tem empenhado esforços para promover a restauração da Fazenda dos Martins, tendo inclusive realizado ali ações emergenciais referentes à parte elétrica e contratado projetos completos para a sua restauração. “Apresentamos o projeto ao promotor Marcos Paulo de Souza Miranda, do Ministério Público, que partiu em busca destes recursos que agora foram viabilizados”, conta.
Casa Grande de Senzala
A Fazenda dos Martins foi construída na segunda metade do século XVIII. Tombada pelo IEPHA/MG em 2 de julho de 1977, é uma das habitações rurais mais antigas de Minas Gerais.
O casarão passou por várias intervenções desde o seu tombamento, que consistiram na sua imunização, estabilização geral, principalmente pela deterioração das madeiras de estrutura, assoalhos e forros.
Constituída em alvenaria de pedra e paredes internas em pau-a-pique, a edificação tem dois salões, quatro quartos e um corredor central, além de varandas apoiadas em esteios aparentes, onde, na lateral esquerda, um cômodo era destinado à capela. Também apresenta trabalho apurado de cantaria na escada principal. Tem ainda muros altos de pedra circundando o pátio frontal e lateral.
A Fazenda dos Martins, como é conhecida hoje, já foi chamada de Casa Grande da Senzala. Segundo antigos moradores da região, sua existência está muito ligada à história do quilombo Sapé de Brumadinho. Ela teria sido construída por escravos e, como apontam os registros históricos, projetada por alguém muito entendido de estrutura, pois seu dimensionamento é perfeito. Nos fundos, há um pátio interno, todo calçado de pedras. Da senzala, hoje, só existem vestígios: restos de muros de 10 metros aproximadamente.
O documento garantirá a execução de um projeto de restauração arquitetônica e estrutural pelo Iepha, para que uma das construções rurais mais antigas do estado – e cuja história está fortemente ligada à escravidão e aos quilombos mineiros – possa abrigar o Centro de Referência da Cultura Negra. Para isso, o TAC garante um investimento de cerca de R$ 810 mil para recuperação da fazenda; recursos provenientes de acordos firmados pelo MPE com empresas de mineração que atuam na região, como forma de compensação por danos ambientais causados.De acordo com o diretor de Conservação e Restauração do Iepha, Renato César de Souza, desde 2008 o instituto tem empenhado esforços para promover a restauração da Fazenda dos Martins, tendo inclusive realizado ali ações emergenciais referentes à parte elétrica e contratado projetos completos para a sua restauração. “Apresentamos o projeto ao promotor Marcos Paulo de Souza Miranda, do Ministério Público, que partiu em busca destes recursos que agora foram viabilizados”, conta.
Casa Grande de Senzala
A Fazenda dos Martins foi construída na segunda metade do século XVIII. Tombada pelo IEPHA/MG em 2 de julho de 1977, é uma das habitações rurais mais antigas de Minas Gerais.
O casarão passou por várias intervenções desde o seu tombamento, que consistiram na sua imunização, estabilização geral, principalmente pela deterioração das madeiras de estrutura, assoalhos e forros.
Constituída em alvenaria de pedra e paredes internas em pau-a-pique, a edificação tem dois salões, quatro quartos e um corredor central, além de varandas apoiadas em esteios aparentes, onde, na lateral esquerda, um cômodo era destinado à capela. Também apresenta trabalho apurado de cantaria na escada principal. Tem ainda muros altos de pedra circundando o pátio frontal e lateral.
A Fazenda dos Martins, como é conhecida hoje, já foi chamada de Casa Grande da Senzala. Segundo antigos moradores da região, sua existência está muito ligada à história do quilombo Sapé de Brumadinho. Ela teria sido construída por escravos e, como apontam os registros históricos, projetada por alguém muito entendido de estrutura, pois seu dimensionamento é perfeito. Nos fundos, há um pátio interno, todo calçado de pedras. Da senzala, hoje, só existem vestígios: restos de muros de 10 metros aproximadamente.
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