Proteção Legal: Registro estadual de bem de natureza imaterial
Inscrição Livro: de Registro dos Saberes - IEPHA/MG
Decreto: s/nº
Data do Decreto: 07/08/2002
Tipo de Proteção Legal:
DESCRIÇÃO
O queijo fabricado artesanalmente tem no chamado Queijo do Serro a sua expressão mais genuína e consagrada. Sua história se confunde com a da cidade que lhe dá o nome. Por sua vez, o Serro está ligado à história do Brasil colonial, sendo o seu núcleo urbano uma significativa representação arquitetônica do referido período, que, por sua excepcionalidade, mereceu o primeiro tombamento de caráter nacional no Brasil.
Com a decadência do ciclo do ouro, o município do Serro intensificou sua atividade agropecuária e, no momento de expansão, o queijo foi o produto que garantiu divisas para a região e todo o Estado, pela qualidade e pelo volume que representou para o mercado. A partir de então, o Queijo do Serro consagrou-se como símbolo de representação de identidade cultural pelo peculiar sabor e modo de produção.
Do ponto de vista gastronômico, a produção local tradicional propicia alternativas de paladar com sutis variações e diferentes modos de fazer, contrapondo-se ao gosto padronizado e homogêneo da comida industrializada. Esta proteção se dá justamente com o objetivo de manter a biodiversidade que está representada no fazer do Queijo do Serro, características peculiares, como o clima, tipo de pastagem, relevo, genética do gado, etc., fugindo do processo de homogeneização imposto pela lógica da globalização, pelo qual só a produção industrial em escala tem valor econômico como geradores de resultados quantitativos e não qualitativos.
O Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais - Iepha/MG, ao propor o Registro no Livro dos Saberes, do Modo de Fazer do Queijo Artesanal do Serro, como Bem Imaterial do Patrimônio Cultural do Estado de Minas Gerais, tem como objetivo a preservação das características no que se refere à receita original e ao processo de fabricação artesanal do Queijo do Serro, reconhecendo, protegendo e estimulando sua produção, garantindo a sustentabilidade de seus produtores e da economia local.
O Modo de Fazer do Queijo do Serro envolve verdadeira arte de combinar tempo, temperatura, peso das mãos, manejo dos utensílios, dosagem do leite, "pingo", coagulante e sal.
O gado leiteiro comum é o que melhor se adapta a esta região de clima e relevo montanhoso e deve ser sadio, não devendo apresentar sinais clínicos de doenças infecto-contagiosas e seus úberes salvos de mastite.
Para o consumo do gado leiteiro comum, a melhor pastagem é a proveniente de capins nativos, especialmente o meloso, a grama e o andrequicé.
A pastagem formada artificialmente deve ser conjugada com a nativa, para a preservação das características do leite.
Perante a grande fiscalização sanitária pelos órgãos competentes, os produtores do Queijo do Serro vêm trabalhando no sentido de se adequarem aos procedimentos adotados nas normas e leis implantadas para, além da regulamentação do setor, lhes assegurarem a proteção da qualidade dos seus produtos em relação: ao controle da saúde e alimentação do rebanho; da captação da água utilizada; nas condições de higiene e localização das instalações (currais, local de ordenha, quarto de queijo ou queijaria); na limpeza dos equipamentos; e na saúde e asseio dos fabricantes (vaqueiros e queijeiros).
Clique aqui para conhecer o PROCESSO DE FABRICAÇÃO
Clique aqui para conhecer a HISTÓRIA DO QUEIJO
Clique aqui para conhecer a CARACTERIZAÇÃO DE CADA TIPO DE QUEIJO
Inscrição Livro: de Registro dos Saberes - IEPHA/MG
Decreto: s/nº
Data do Decreto: 07/08/2002
Tipo de Proteção Legal:
DESCRIÇÃO
O queijo fabricado artesanalmente tem no chamado Queijo do Serro a sua expressão mais genuína e consagrada. Sua história se confunde com a da cidade que lhe dá o nome. Por sua vez, o Serro está ligado à história do Brasil colonial, sendo o seu núcleo urbano uma significativa representação arquitetônica do referido período, que, por sua excepcionalidade, mereceu o primeiro tombamento de caráter nacional no Brasil.
Com a decadência do ciclo do ouro, o município do Serro intensificou sua atividade agropecuária e, no momento de expansão, o queijo foi o produto que garantiu divisas para a região e todo o Estado, pela qualidade e pelo volume que representou para o mercado. A partir de então, o Queijo do Serro consagrou-se como símbolo de representação de identidade cultural pelo peculiar sabor e modo de produção.
Do ponto de vista gastronômico, a produção local tradicional propicia alternativas de paladar com sutis variações e diferentes modos de fazer, contrapondo-se ao gosto padronizado e homogêneo da comida industrializada. Esta proteção se dá justamente com o objetivo de manter a biodiversidade que está representada no fazer do Queijo do Serro, características peculiares, como o clima, tipo de pastagem, relevo, genética do gado, etc., fugindo do processo de homogeneização imposto pela lógica da globalização, pelo qual só a produção industrial em escala tem valor econômico como geradores de resultados quantitativos e não qualitativos.
O Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais - Iepha/MG, ao propor o Registro no Livro dos Saberes, do Modo de Fazer do Queijo Artesanal do Serro, como Bem Imaterial do Patrimônio Cultural do Estado de Minas Gerais, tem como objetivo a preservação das características no que se refere à receita original e ao processo de fabricação artesanal do Queijo do Serro, reconhecendo, protegendo e estimulando sua produção, garantindo a sustentabilidade de seus produtores e da economia local.
O Modo de Fazer do Queijo do Serro envolve verdadeira arte de combinar tempo, temperatura, peso das mãos, manejo dos utensílios, dosagem do leite, "pingo", coagulante e sal.
O gado leiteiro comum é o que melhor se adapta a esta região de clima e relevo montanhoso e deve ser sadio, não devendo apresentar sinais clínicos de doenças infecto-contagiosas e seus úberes salvos de mastite.
Para o consumo do gado leiteiro comum, a melhor pastagem é a proveniente de capins nativos, especialmente o meloso, a grama e o andrequicé.
A pastagem formada artificialmente deve ser conjugada com a nativa, para a preservação das características do leite.
Perante a grande fiscalização sanitária pelos órgãos competentes, os produtores do Queijo do Serro vêm trabalhando no sentido de se adequarem aos procedimentos adotados nas normas e leis implantadas para, além da regulamentação do setor, lhes assegurarem a proteção da qualidade dos seus produtos em relação: ao controle da saúde e alimentação do rebanho; da captação da água utilizada; nas condições de higiene e localização das instalações (currais, local de ordenha, quarto de queijo ou queijaria); na limpeza dos equipamentos; e na saúde e asseio dos fabricantes (vaqueiros e queijeiros).
Clique aqui para conhecer o PROCESSO DE FABRICAÇÃO
Clique aqui para conhecer a HISTÓRIA DO QUEIJO
Clique aqui para conhecer a CARACTERIZAÇÃO DE CADA TIPO DE QUEIJO







