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Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais-IEPHA

Ruínas da Igreja Bom Jesus de Matozinhos

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As ruínas da Igreja Bom Jesus de Matozinhos estão localizadas no distrito de Guaicuí, no município de Várzea da Palma. Segundo a tradição, o arraial da Barra do Rio das Velhas, depois chamado Barra do Guaicuí, no início do século XVIII, surgiu de um povoado formado pela tribo Cariris, emigrada de Santana do Cariri, no Ceará. Situado numa planície na confluência dos rios São Francisco e das Velhas, recebeu o nome Guaicuí que significa, em tupi-guarani, “Rio das Velhas”.

A ocupação da região é controversa. Alguns pesquisadores acreditam que o povoado teve origem quando parte da expedição de Fernão Dias, chefiada por Manoel Borba Gato, estabeleceu-se no local, por volta de 1679. Outros autores afirmam que foram fazendeiros baianos, empurrando gado pelo Rio São Francisco, que chegaram àquela região. Outros ainda apontam a presença ali de padres jesuítas, no séc. XVII, época em que teriam construído a Igreja do Senhor do Bom Jesus de Matozinhos.

Não existe registro documental da época exata da construção da igreja - nem do período em que entrou em arruinamento. A edificação, tombada pelo IEPHA, pelo Decreto nº 24.324, em abril de 1985, nunca foi concluída. Chama a atenção, a gameleira que nasceu no topo da empena e expandiu suas raízes pelos dois lados das paredes aí se fixando.

“...Toda em pedra de cantaria e cal, mostra que, no tempo da colônia, o lugar, conheceu melhores dias; como sempre, é uma obra semiconstruída (...) A entrada do lado Sul nunca chegou a ser coberta por um telhado; na sacristia, a Leste, só há caibros e o campanário não passa de três barras de madeira, em forma de forca, sustentando o sino. Pilastras e púlpitos de pedra estão condenados a não passar de embriões e um arco de alvenaria destinada a marcar o lugar do altar-mor, ao Norte, está coberto de ervas daninhas.” Esta descrição está no Dossiê de Tombamento e é de autoria do viajante Richard Burton, que percorreu a região em 1867.

A fachada principal é a mais destruída; nas laterais, as paredes apresentam-se quase totalmente demolidas. A fachada posterior é a única íntegra.

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