O valioso acervo cultural de Minas Gerais veio, ao longo do tempo, sendo desfalcado por fatores diversos. Destaca-se, especialmente, o desaparecimento de imagens e peças litúrgicas que, em seu duplo significado, artístico e devocional, apresentam alto valor simbólico como testemunhos da cultura mineira. Objetos de fé, possuem, ainda em nossos dias, a função de proteção de indivíduos e comunidades frente às adversidades do cotidiano.
Comprometido com a missão de zelar para que esse patrimônio, herança de todos os mineiros, mantenha sua integridade como um dos maiores e mais significativos do país, o IEPHA/MG iniciou, nos anos 80, inventário de bens móveis desaparecidos e os registros, desde então, apontam mais de quinhentas peças.
O quadro reclamava ações urgentes e, em 2003, o Governo de Minas, no esforço para recuperar, identificar, restaurar e devolver esses bens às comunidades de origem, iniciou campanha coordenada e desenvolvida pela Secretaria de Estado de Cultura e IEPHA/MG. Para seu sucesso, mostrou-se fundamental a ação conjunta com várias instituições e entidades, entre elas a Secretaria de Estado de Defesa Social, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, o Ministério Público Estadual, a Superintendência da Polícia Federal em Minas e a Interpol, com a colaboração da Igreja.
Os resultados alcançados rapidamente - foram recuperadas centenas de peças - colocaram o Estado em posição destacada no âmbito da proteção do patrimônio cultural, tanto no que se refere à recuperação de bens desaparecidos, quanto na inibição do comércio ilícito de bens culturais. Um dos episódios significativos desse processo é a devolução espontânea e anônima de imagens, gesto que ilustra a ressonância do trabalho desenvolvido.
Tão ou mais relevantes que a recuperação de peças são os efeitos positivos da campanha como eficiente instrumento de educação patrimonial e de diálogo com a sociedade, contribuindo para a formação de consciência sobre a importância do patrimônio cultural e, consequentemente, sensibilizando os cidadãos para o exercício do papel de guardiães de seus bens culturais, no que se destaca o papel dos veículos de comunicação.
Programa de Apoio a Identificação de Bens Culturais Desaparecidos (pdf / 251kb)
Portaria 28/2008 (pdf / 39,55kb)
Carta Campanha 16set2009 (pdf / 49,78kb)
Orientações de Vigilância (pdf / 130,23kb)







