Iepha-MG celebra seus 48 anos e inicia estudo sobre as casas de farinha em MG

Cadastro para identificar produtos e produtores está disponível no site do Instituto

O Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG) celebra 48 anos de uma trajetória reconhecida e valorizada por sua atuação no campo das políticas públicas de patrimônio cultural. Ao longo de sua existência, o Instituto enfrentou desafios importantes na construção da política de preservação do patrimônio cultural mineiro, desenvolvendo suas ações sempre em parceria com os órgãos municipais e federais e atento à pluralidade cultural do estado de Minas Gerais.

Como parte das comemorações de seu aniversário, celebrado nesta segunda-feira, 30 de setembro, o Iepha-MG anuncia ações e projetos significativos para a gestão, difusão e promoção do patrimônio cultural mineiro.

Iniciadas em 2018, as obras de restauração do Prédio Verde, futura instalação da Casa do Patrimônio Cultural de Minas Gerais, recomeçaram nesta segunda-feira, 30 de setembro, dia do aniversário do Iepha. A restauração do edifício, a implantação da Casa do Patrimônio Cultural de Minas Gerais e o uso institucional da edificação como sede do Instituto serão fundamentais para a consolidação de um espaço de articulação das ações institucionais. Projetos voltados para a educação, salvaguarda, promoção, pesquisa e conservação do patrimônio cultural serão realizados com a participação da comunidade, agentes culturais e instituições de fomento e pesquisa.

Em outubro de 2019, o Instituto inicia os estudos para o inventário temático das farinhas: moinhos de milho e casas de farinha em Minas Gerais. A proposta do inventário foi lançada durante as comemorações do Dia do Patrimônio Cultural 2019 - Cozinha e Cultura Alimentar. O projeto tem por objetivo identificar e inventariar os locais de produção, produtos e produtores desses importantes farináceos que são bases da alimentação de grande parte dos mineiros. A primeira etapa do projeto será a realização de um cadastro dos produtores e casas de farinhas de Minas Gerais por meio de um formulário disponível no portal do Iepha-MG – www.iepha.mg.gov.br.

Outras ações que integram o planejamento do Iepha-MG para os próximos anos são os projetos estratégicos para a prevenção de riscos ao patrimônio cultural, voltados para a instalação de Sistemas de Monitoramento contra Intrusão e de Sistemas de Prevenção de Combate a Incêndio e Pânico.

O Estado de Minas Gerais possui um amplo acervo de bens móveis e integrados em diversas edificações protegidas como patrimônio cultural, como igrejas, museus e outras edificações públicas. Grande parte desse acervo se encontra em situação frágil em relação a sua proteção e segurança, não poucas vezes expostos a roubos e extravios.

Em iniciativa integrada com o Ministério Público Estadual e a Polícia Federal, o Iepha-MG tem implementado ação sistemática que busca evitar roubos e promover a localização de acervos históricos extraviados. Para cumprir com esse objetivo, o Instituto vem atualizando o inventário desses bens culturais e, concomitante a essa ação, pretende implementar mecanismos mais eficientes para garantir a segurança e proteção desses acervos, numa ação contínua, sistêmica e permanente. Até 2022, serão investidos cerca de 1,5 milhão com a instalação de sistemas de monitoramento contra intrusão em 57 edificações protegidas no Estado de Minas Gerais, seja em âmbito municipal, estadual ou federal.

Em 2018, após o incêndio ocorrido no Museu Nacional do Rio de Janeiro, foi realizado, no âmbito do Estado, um diagnóstico de avalição nas instituições públicas de cultura para identificar a existência de infraestrutura voltada para prevenção e combate a incêndio e pânico. Como decorrência dessa iniciativa, foi definida a prioridade de investimento de R$ 1.400.000 no Sistema Prevenção e Combate a Incêndio e Pânico de nove imóveis, em 05 municípios mineiros, priorizando edifícios pertencentes ao Estado de Minas Gerais e que possuem acervos de bens móveis e integrados.

Caberá ao Iepha-MG realizar o gerenciamento do projeto, em parceria com a comunidade circunvizinha e o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais- CBMMG e responsáveis pela propriedade, gestão e segurança dos bens – em uma ação coordenada para o impedimento de ocorrência de quaisquer sinistros.